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SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM I

Carlos Kullberg

 

Série 022
1910 – D. Manuel II

Para substituir os selos de D. Carlos ainda em curso, mandou a Casa da Moeda em Outubro de 1908, as provas dos novos selos para aprovação régia. Eram sete os artistas concorrentes, na sua maioria estrangeiros, sendo escolhidos dois trabalhos do português Domingos Alves Rego, que os desenhou e gravou. Os valores de 2,5 a 80 reis foram impressos a uma cor sobre papel esmalte branco, os valores de 100 a 300 reis a uma cor sobre papel porcelana colorido, e os valores de 500 e 1000 reis a duas cores sobre papel esmalte branco. Tipografados na Casa da Moeda em folhas de 100 selos com denteado 15x14, foram emitidos 15.020.000 do 2,5 reis violeta, 19.122.000 do 5 reis preto, 9.000.000 do 10 reis verde, 1.500.000 do 15 reis castanho, 3.000.000 do 20 reis carmim, 35.000.000 do 25 reis castanho escuro 3.750.000 do 50 reis azul, 450.000 do 75 reis bistre, 300.000 do 80 reis ardósia, 900.000 do 100 reis bistre s/ verde, 600.000 do 200 reis verde s/ salmão, 300.000 do 300 reis preto s/ azul, 140.000 do 500 reis sépia e castanho escuro, e 84.000 do 1000 reis azul e preto. Estes selos circularam até Março de 1913, juntamente com os selos com sobrecarga “REPUBLICA”.

   

   

     

     

 

D. MANUEL II. Rei de Portugal de 1908 a 1910, nasceu a 15 de Novembro de 1886, e era o segundo filho do Rei D. Carlos I e da Rainha D. Amélia de Bragança. Chamado à regência pela tragédia que o enlutou, roubando a vida a seu pai e a seu irmão mais velho, o príncipe D. Luiz Filipe, foi aclamado rei em 6 de Maio de 1908. O seu curto reinado foi marcado pela infelicidade que trouxe a Portugal não só a natureza, como a ostensividade dos adeptos republicanos aproveitando o desmembramento da unidade monárquica. A 3 de Outubro de 1910 rebentou a revolução republicana que terminou com a proclamação do novo regime, em 5 de Outubro. D. Manuel que se viu abandonado no palácio das necessidades, e assim, sem qualquer possibilidade de reagir, partiu para Mafra e daí para a Ericeira, embarcando com sua mãe e avó no Iate Amélia, onde seu tio D. Afonso já se encontrava. D. Manuel pensou ainda refugiar-se no Porto e tomar uma ofensiva contra a República, mas D. Amélia opôs-se e o iate partiu para Gibraltar. D. Manuel que fixou residência em Inglaterra onde casou com a princesa alemã D. Augusta Vitória neta de Leopoldo de Hohenzollern, mesmo de longe, seguia a política do seu país, tendo posto de sobreaviso o governo português, quando das ideias absorcionistas do então Rei de Espanha, Afonso XIII. Faleceu a 2 de Julho de 1932, tendo o seu corpo sido trazido para Portugal a bordo do cruzador inglês “Concord” repousando no Panteon Real em S. Vicente, conforme seu desejo.

 

 

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