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| SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM I |
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Carlos Kullberg |
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Série
018
1895
– 7.° centenário do nascimento de Santo António de Lisboa
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A ideia desta emissão, nasceu da “Comissão
das Festas do Centenário do Nascimento de Santo António”,
destinando-se o produto da venda às despesas com os festejos e
à construção dum edifício para a “Associação Protectora
da Infância Santo António de Lisboa”. Os selos de 2,5 reis e
100 reis, foram desenhados por António Monteiro Ramalho, e os
de 150 reis a 1000 reis, desenhados por Carlos Reis. O selo de
2,5 reis foi gravado em madeira por Manuel Diogo Neto, e
tipografado em folhas de 56 selos, na Casa da Moeda, com
denteado 11,5. Os selos de 25 e 50 reis, foram fotogravados, e
os restantes litografados, em folhas de 100 selos, sendo o
trabalho executado pela Companhia Nacional Editora, de Lisboa, e
o denteado 12x11,5 feito na Casa da Moeda. As cores foram
escolhidas por Augusto José da Cunha, sendo as taxas a partir
de 25 reis, a duas cores. Economicamente, fracassou o objectivo
em vista, e assim, duma emissão de 9.280.000 selos
(Continente), apenas foram vendidos 1.982.989 selos, queimando a
Casa da Moeda os restantes 7.297.011 selos, conforme
superiormente determinado. Circularam de 13 a 30 de Junho de
1895. Foram vendidos 727.690 selos de 2,5 reis preto. O desenho
representa «A aparição do Menino Jesus a Santo António»
segundo um quadro de Murillo, existente na Catedral de Sevilha.
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Foram vendidos 299.590 selos de 5 reis
laranja, 110.054 selos de 10 reis lilás vermelho, 59.890 selos
de 15 reis castanho, 69.624 selos de 20 reis violeta azul, e
524.416 selos de 25 reis verde e violeta. O desenho representa
«Santo António pregando aos peixes».
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Foram vendidos 61.449 selos de 50 reis azul e
castanho, 22.535 selos de 75 reis carmim e castanho, 16.311
selos de 80 reis verde e castanho, e 38.639 selos de 100 reis
castanho e preto. O desenho representa «Santo António levado
ao céu pelos anjos».
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Foram vendidos 12.346 selos de 150 reis rosa
e bistre, 14.929 selos de 200 reis azul e bistre, 9.361 selos de
300 reis ardósia e bistre, 8.236 selos de 500 reis castanho e
verde, e 7.919 selos de 1000 reis violeta e verde. O desenho
representa «O retrato de Santo António».
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No verso de cada selo, foi impressa a azul,
tipograficamente na Casa da Moeda, a seguinte inscrição com
oração em latim: “Centenário de Santo António MCXCV *
MDCCCXCV” “O língua benedicta, quae Dominum semper
benedixisti et alios benedicere docuisti : nunc perspicue
cernitur quanti meriti fueris apud deum” S. Boaventura. (Cuja
tradução é: “Oh língua bendita, que sempre louvaste o
Senhor e ensinaste os outras a louvar: agora claramente se vê
quanto merecimento tiveste junto de Deus.”) S. Boaventura. |
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SANTO
ANTÓNIO DE LISBOA, chamam-lhe os portugueses recordando a sua
naturalidade e Santo António de Pádua chamam-lhe os italianos,
recordando que, em Pádua pregou passou a maior parte da sua
vida e lá faleceu. Nascido em Lisboa a 15 de Agosto de 1195,
numa casa junto às portas da antiga cidade, chamadas “Portas
do Mar” e onde hoje se eleva o templo de Sto António da Sé
erigido em sua memória. Era filho de Martins de Bulhões e de
Teresa Maria Taveira, ambos de famílias distintas. Desde muito
novo que demonstrou as suas tendências religiosas, frequentando
os claustros da Sé de Lisboa, de São Vicente de Fora onde em
1211 tomou o hábito de Santo Agostinho com o nome de Fernando,
o convento de Santa Cruz de Coimbra, e o convento de Santo Antão
(Ordem de S. Francisco de Assis) que mais tarde se chamou
Convento de Santo António dos Olivais. Em 1220 abandonou o hábito
de Santo Agostinho, pelo hábito Franciscano, passando então a
chamar-se António. Embarcou como missionário para África, mas
adoecendo, teve de desistir. A caravela onde regressava a
Portugal, foi açoitada por violenta tempestade que a levou às
costas da Secília. Aí, teve ocasião de demonstrar as suas
qualidades de grande orador, pelo que foi chamado por S.
Francisco de Assis, e a seu mando aperfeiçoou os estudos,
dedicando-se então a pregar e ensinar teologia. Em missões por
Itália e França, tomou grande fama, sendo sempre escutado por
um número tão elevado de fieis, que se via obrigado a pregar
ao ar livre. As crónicas atribuem inúmeros milagres ao santo
português, que com 36 anos de idade faleceu em Pádua a 13 de
Junho de 1231. Em 1259 ergueram em Pádua um riquíssimo templo
em sua honra, e para onde transladaram as suas relíquias. Mais
duas vezes foram estas transladadas, sendo a última em 1350
para a Basílica que foi edificada pelos paduanos e que se pode
considerar uma das maravilhas do mundo.
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