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| SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM I |
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Carlos Kullberg |
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Série
015
1892/93
– D. Carlos I
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Por
ser grande a quantidade de selos de D. Luiz I , ainda
armazenada, quando da morte deste soberano, somente cerca de três
anos mais tarde, foram postos em circulação os selos de D.
Carlos I. Busto gravado em madeira por Manuel Diogo Neto, com
cercaduras desenhadas e gravadas por José Sérgio de Carvalho e
Silva, foram impressos na Casa da Moeda, utilizando o sistema
tipográfico em folhas de 28 e 150 selos de papel porcelana e
pontinhado em losangos. Foram emitidos 23.892.000 do 5 reis
laranja denteado 11,5, 4.032.000 do 10 reis lilás rosa
denteados 11,5 12,5 e 13,5, 1.332.000 do 15 reis castanho
denteados 12,5 e 13,5, 2.928.000 do 20 reis violeta denteados
12,5 e 13,5, 65.766.000 do 25 reis verde denteado 11,5,
7.312.000 do 50 reis ultramar denteados 11,5 12,5 e 13,5,
988.000 do 75 reis carmim denteados 11,5 12,5 e 13,5, 1.848.000
do 80 reis verde claro denteados 12,5 e 13,5 , 3.548.000 do 100
reis castanho sobre amarelo denteados 11,5 12,5 e 13,5 ,
1.088.000 do 150 reis carmim sobre rosa denteados 12,5 e 13,5.
612.000 do 200 reis azul sobre azul denteados 12,5 e 13,5, e
584.000 do 300 reis azul sobre laranja denteado 13,5. Estes
selos muito desagradaram em todos os sectores, que criticavam
principalmente o trabalho da Casa de Moeda. Foram reimpressos
com denteado 11,5 em 1900 (taxas de 50 100 e 300 reis), e em
1905 toda a série.
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D.
CARLOS I. Rei de Portugal de 1889 a 1908. Filho primogénito de
D. Luiz I e da rainha D. Maria Pia de Saboia, nasceu em Lisboa a
28 de Setembro de 1863. Foi regente do reino por ausência de
seu pai, nos anos de 1882, 1886 e 1888. Por morte do mesmo,
subiu ao trono em 19 de Outubro de 1889. Foi infeliz no seu
reinado, sempre agitado por constantes lutas políticas. Embora
tivesse qualidades para ser um bom rei, descuidou um tanto os
negócios do Estado, ao dedicar-se a divertimentos venatórios
ou a viagens pelo estrangeiro. Em retribuição destas viagens,
foi Portugal visitado por Eduardo VII Rei da Inglaterra, Afonso
XIII Rei de Espanha, Alexandra Rainha da Inglaterra, Guilherme II
Imperador da Alemanha, e Emílio Loubet Presidente da República
Francesa. O país caminhou para uma situação aflitiva e de
descontentamento geral, agravado pela política violenta que o
chefe do governo João Franco tomara com anuência do soberano,
situação de que o partido republicano se aproveitou. Uma
revolução para derrubar a monarquia, foi marcada para o dia 28
de Janeiro de 1908, mas descoberta a tempo, teve como resultado
grande número de prisões, entre as quais, as dos dirigentes
republicanos Ribeira Brava, Afonso Costa e António José de
Almeida. No dia 31 de Janeiro em Vila Viçosa, assinou o Rei D.
Carlos um decreto expulsando do reino ou deportando para Timor,
os implicados na malograda conspiração, decreto que foi a sua
sentença de morte! No dia seguinte, 1 de Fevereiro de 1908, ao
regressar a Lisboa acompanhado de sua família, foi vítima dum
atentado a tiro, do qual resultou a morte do Soberano e do Príncipe
Real D. Luiz Filipe, ficando ferido o Infante D. Manuel. D.
Carlos I cujo nome completo era Carlos Fernando Luiz Maria
Victor Manuel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis
José Simão de Bragança Saboia Bourbon Saxe-Coburgo Gotha, era
casado com D. Maria Amélia de Orleans, filha do Conde de Paris
e neta de Luiz Filipe, Rei de França, de cujo matrimónio
nasceram os Infantes D. Luiz Filipe e D. Manuel. As melhores páginas
do seu reinado foram escritas em África nos anos de 1895/96 com
as campanhas contra o Gungunhana e Namarrais por Mousinho de
Albuquerque, 1902 campanha do Bailundo por Massano de Amorim, 1907 campanha do Cuamato por Alves Roçadas e campanha dos
Dembos por João de Almeida.
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