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SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM III

Carlos Kullberg

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Série 141
1963 – Emissão Comemorativa do III Centenário da Morte de São Vicente de Paulo

Desenha sobre baixo releva de Maria Flávia de Monsaraz, feito propositadamente para esta emissão de selos, e representando o busto de São Vicente de Paulo. Impressão em rotogravura por Harrison and Sons Ltd de Londres sobre papel liso, em folhas de 100 selas com denteado 12,5x14,5. Foram emitidos 11,4 milhões de selos de $20 azul ultramar e ouro, 11 milhões de selos de 1$00 cinzento preto e ouro, 2,15 milhões de selos de 2$80 verde preto e ouro, e 1,11 milhões de selos de 5$00 carmim cinzento e ouro. Postos em circulação a 10 de Julho de 1963. 

     

SÃO VICENTE DE PAULO - Nasceu em Pouy (hoje St-Vincent-de-Paul) perto de Dax, em França. Filho de João de Paulo e de Bertranda de Moras, modestos agricultores. Vicente, na infância ajudava-os nos trabalhos do campo e já socorria os indígenas com as poucas economias que conseguia fazer. Iniciando os seus estudos num colégio anexo ao convento franciscano de Dax, recebeu a tonsura em Setembro de 1596, e matriculou-se nos cursos de Teologia da Universidade de Toulouse. Em 23 de Setembro de 1600 recebeu a ordenação sacerdotal e celebrou a missa-nova na capela da N. S. da Graça, perto da cidade de Buzet. Dando sempre explicações para conseguir meios que lhe permitissem estudar, recebeu em 1604 o grau de bacharel em Teologia na Universidade de Toulouse, onde regeu uma cadeira. Numa viagem para Narbona, a barco foi assaltado e capturado pelas piratas turcos que o prenderam como escravo, condição em que esteve à mercê de várias senhores. Graças ao sentimento duma das mulheres do seu amo, foi este posto em liberdade regressando a França em 1608. Esteve depois, 12 anos como preceptor em casa do Conde de Gondi que era o chefe superior das galés em França, tendo tido ocasião de se tornar um verdadeiro protector daqueles infelizes condenados, tomando até certa vez o lugar dum que estava em mísera estado. Foi nomeado capelão geral das galés por Luís XIII. Em 1625 Vicente deixou a casa de Gondi para se instalar num colégio em ruínas chamado dos Bons Rapazes, fundando com outros sacerdotes a Congregação dos Padres da Missão, que mais tarde se estabeleceu no antigo priorado de São Lázaro, pelo que o povo passou a designar estes missionários de Lazaristas. Fundou ainda Vicente de Paulo a Congregação das Irmãs de Caridade, ou Filhas de Caridade, reunindo várias confrarias que cuidavam dos doentes pobres. Em Paris, alugou uma casa perto da Porta de São Victor, para deixar ao cuidado das irmãs, as 300 ou 400 crianças que todos os anos eram abandonadas no cidade. A casa de S. Lázaro estava instalada num miserável bairro de Paris, mandando Vicente de Paulo distribuir alimentos, a uma multidão de miseráveis que atingia o número de 600. Em 1833 alguns estudantes católicas fundaram sob a seu patrocínio “As Conferências de São Vicente de Paulo”. O Papa Pio XI proclamou-o Padroeiro de todas as Obras de Caridade, com festa litúrgica a 19 de Julho.

 

 

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