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| SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM II |
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Carlos Kullberg |
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Série
090
1952 - Emissão "Museu Nacional dos Coches"
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Representando algumas das principais viaturas
existentes no Museu Nacional dos Coches, foi criada uma nova
emissão de oito selos. Impressos por Bradbury, Wilkinson &
Cª, de Londres, sobre papel liso, em folhas de 100 selos com
denteado 13x13,5. Circularam de 8 de Janeiro de 1952 a 23 de Abril
de 1954.
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COCHE DE D. FILIPE II - Século XVI - Assim
chamado por ser tradição, ter sido trazido por este Rei, por
ocasião da sua viagem a Portugal em 1619, é muito conhecido é apreciado, em razão de ser o único exemplar subsistente da
viatura régia do tipo usado em Espanha nos fins do século XVI
aos meados do século XVII. E o mais antigo do museu. Desenho de
Cândido da Costa Pinto em fonte directa, cercadura gravada a
talhe doce por H. Cole, e centro gravado a talhe doce por C.
Richardson. Foram emitidos 1 milhão de selos de $10 violeta, e
250 mil selos de $90 verde esmeralda.
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CARRUAGEM DA COROA - Século XIX - É um
veículo de fabrico inglês, construído em 1824, já pelo novo
sistema das suspensões metálicas, e por isso muito mais ligeiro
que as pesadas viaturas feitas inteiramente de madeira.
Encomendada pelo Rei D. João VI, serviu especialmente nos
cortejos das aclamações dos Reis de Portugal a partir dessa
época e nas cerimónias da abertura das Cortes. Desenho de
Condido da Costa Pinto em fonte directa, cercadura gravada a talhe
doce por H. Cole, e centro gravado a talhe doce por P. Lanham.
Foram emitidos 1 milhão de selos de $20 verde oliva, e 500 mil
selos de 1$50 castanho.
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COCHE DA EMBAIXADA - Século XVIII - É o
principal dos carros triunfais ou coches de aparato especialmente
construídos em Roma com a colaboração de artistas portugueses,
para a entrada da embaixada extraordinária do Marquês de Fontes,
Rodrigo Anes de Sá e Meneses, que D. João V mandou a Roma em
1716. Os admiráveis grupos, esculturas que ornam os alçados
dianteiros e traseiros, são dignos do escopro de Bernini! A caixa
deste carro e toda revestida de ilhama de ouro, e o seu parsevão
ou piso marchetado de marfim. Desenho de Cândido da Costa Pinto
em fonte directa, cercadura gravada a talhe doce por H. Cole, e
centro gravado a talhe doce por C. Richardson. Foram emitidos 1,5
milhões de selos de $50 verde azul, e 250 mil selos de 1$40
carmim.
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COCHE DE D. JOÃO V - Século XVIII - Uma das
mais preciosas jóias do Museu Nacional dos Coches, obra máxima
da arte da carroçaria nacional, pois foi executado em Lisboa por
artistas portugueses, embora a sua decoração pictórica se
atribua ao francês Pierre-Antoine Quillard. Este carro é um dos
que apresenta uma folha mais larga de serviços, tendo estado
desde os fins do século passado, destinado para o recebimento dos
soberanos, príncipes e chefes de estado estrangeiras, que vinham
a Portugal. Nele foram conduzidos por ocasião da sua chegada, o
Imperador Dom Pedro II do Brasil, os Reis Oscar da Suécia,
Eduardo VII de Inglaterra, Dom Afonso XII e Dom Afonso XIII de
Espanha, o Imperador Guilherme II da Alemanha, e o Presidente
Emile Loubet da França. Desenho de Cândido da Costa Pinto em
fonte directa, cercadura gravada a talhe doce por H. Cole, e
centro gravado a talhe doce por C. Roberts. Foram emitidos 4,5
milhões de selos de 1$00 laranja, e 1 milhão de selos de 2$30
azul.
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MUSEU NACIONAL DOS COCHES - Foi fundado pela
Rainha D. Amélia, sendo inaugurado em 23 de Maio de 1905.
Instalado no "Picadeiro Real" anexo ao Palácio de
Belém, edifício construído na segunda metade do século XVIII,
pelo arquitecto Giacomo Azzolini. Depois de feitas as necessárias
obras de restauro e adaptação, conserva este museu vinte e seis
coches, alguns dos quais de espantosa sumptuosidade (para
comparação se regista, que o museu do mesmo género existente em
Viana de Áustria o "Wagenmuseum" e considerado o
melhor, depois do de Lisboa, conserva unicamente cinco coches).
Igualmente ali se encontram ricas berlindas, lindos carrinhos de
passeio usados nas quintas reais, carruagens de gala, seges,
berlindas processionais de devotas imagens, liteiras e
cadeirinhas, a acrescentar às colecções de fardamentos do
pessoal, arreios e selas, e outros objectos inerentes. E hoje, um
dos museus mais procurados e apreciados da nossa capital.
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