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SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM I

Carlos Kullberg

 

Série 008
1879/80 – D. Luiz I – fita direita – impressão em relevo

A conselho da União Postal Universal, passaram os selos destinados a impressos, a ser emitidos na cor verde, e os destinados a cartas, na cor azul. Para o novo selo de 50 reis azul não se confundir com o de 150 reis igualmente azul, foi também modificada a cor do 150 reis, para amarelo. Utilizaram um cunho para a impressão de 2.020.200 do 10 reis verde azul e verde amarelo, dois cunhos para a impressão de 1.664.600 do 50 reis azul, e um cunho para a impressão de 57.400 do 150 reis amarelo. Impressos em papel liso fino, médio e espesso, e papel porcelana, com os denteados 12,5 e 13,5. Foram reimpressos em 1885 com denteados 13,5 e 12,5 e em 1905 com denteado 13,5.

     

D. LUIZ I. Rei de Portugal de 1861 a 1889. Segundo filho da Rainha D. Maria II e de D. Fernando II, nasceu em Lisboa a 31 de Outubro de 1838, e tendo a sua educação sido encaminhada para a marinha, comandou o brigue Pedro Nunes e a corveta Bartolomeu Dias. Em viagem pela Europa com seu irmão D. João, estava em Londres quando soube da grave doença que atacara seu irmão, o Rei D. Pedro V. Quando chegou a Lisboa, teve a notícia da morte do soberano e também do Príncipe Alberto, marido da Rainha de Inglaterra, com quem tinha jantado na véspera da sua partida, dizendo-se que o Príncipe Alberto havia sucumbido por engano, ao envenenamento preparado para D. Luiz. Foi proclamado rei a 14 de Novembro de 1861. Casou com a princesa D. Maria Pia de Sabóia, filha do rei Victor Manuel II de Itália, tendo como filho primogénito, o Infante D. Carlos, mais tarde rei de Portugal. O reinado de D. Luiz I foi de grande agitação política, com os estadistas Joaquim António de Aguiar, Fontes Pereira de Melo, Conde de Ávila, Bispo de Viseu, Duque de Loulé, Marechal Duque de Saldanha, Marquês Sá da Bandeira e António Rodrigues Sampaio. Tal como seu pai, foi convidado para o trono de Espanha, convite que rejeitou, declarando que nascera português e português queria morrer. Deu grande desenvolvimento aos Caminhos de Ferro. Poliglota, dedicou-se às Letras e às Artes sendo considerado um dos monarcas mais instruídos e estudiosos da Europa. Com 50 anos de idade, faleceu em Cascais a 19 de Outubro de 1889.

  

 

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