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conselho da União Postal Universal, passaram os selos
destinados a impressos, a ser emitidos na cor verde, e os
destinados a cartas, na cor azul. Para o novo selo de 50 reis
azul não se confundir com o de 150 reis igualmente azul, foi
também modificada a cor do 150 reis, para amarelo. Utilizaram
um cunho para a impressão de 2.020.200 do 10 reis verde azul e
verde amarelo, dois cunhos para a impressão de 1.664.600 do 50
reis azul, e um cunho para a impressão de 57.400 do 150 reis
amarelo. Impressos em papel liso fino, médio e espesso, e papel
porcelana, com os denteados 12,5 e 13,5. Foram reimpressos em
1885 com denteados 13,5 e 12,5 e em 1905 com denteado 13,5.
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D. LUIZ I. Rei de Portugal de 1861 a 1889.
Segundo filho da Rainha D. Maria II e de D. Fernando II, nasceu
em Lisboa a 31 de Outubro de 1838, e tendo a sua educação sido
encaminhada para a marinha, comandou o brigue Pedro Nunes e a
corveta Bartolomeu Dias. Em viagem pela Europa com seu irmão D.
João, estava em Londres quando soube da grave doença que
atacara seu irmão, o Rei D. Pedro V. Quando chegou a Lisboa,
teve a notícia da morte do soberano e também do Príncipe
Alberto, marido da Rainha de Inglaterra, com quem tinha jantado
na véspera da sua partida, dizendo-se que o Príncipe Alberto
havia sucumbido por engano, ao envenenamento preparado para D.
Luiz. Foi proclamado rei a 14 de Novembro de 1861. Casou com a
princesa D. Maria Pia de Sabóia, filha do rei Victor Manuel II
de Itália, tendo como filho primogénito, o Infante D. Carlos,
mais tarde rei de Portugal. O reinado de D. Luiz I foi de grande
agitação política, com os estadistas Joaquim António de
Aguiar, Fontes Pereira de Melo, Conde de Ávila, Bispo de Viseu,
Duque de Loulé, Marechal Duque de Saldanha, Marquês Sá da
Bandeira e António Rodrigues Sampaio. Tal como seu pai, foi
convidado para o trono de Espanha, convite que rejeitou,
declarando que nascera português e português queria morrer.
Deu grande desenvolvimento aos Caminhos de Ferro. Poliglota,
dedicou-se às Letras e às Artes sendo considerado um dos
monarcas mais instruídos e estudiosos da Europa. Com 50 anos de
idade, faleceu em Cascais a 19 de Outubro de 1889.
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