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SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM II

Carlos Kullberg

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Série 068
1944 - Emissão Comemorativa do 2º Centenário do Nascimento de Avelar Brotero

Desenhos de Martins Barata, reproduzindo o retrato do ilustre cientista, e a estátua do mesmo, existente no Jardim Botânico de Coimbra. A gravura dos selos de $10 e 1$75 é de autoria de Gustavo de Almeida Araújo, e a gravura dos selos de $50 e 1$00 é de autoria de Marcelino Norte. Tipografados na Casa da Moeda sobre papel liso, fino ou médio, em folhas de 50 selos com denteado 11,5x12. Foram emitidos 4 milhões de selos de $10 castanho, 10 milhões de selos de $50 verde, 1,5 milhões de selos de 1$00 vermelho, e 1,5 milhões de selos de 1$75 azul. Postos em circulação em 23 de Novembro de 1944, foram retirados em 1 de Abril de 1948.

     

F. AVELAR BROTERO - Nasceu em Santo Antão do Tojal, a 25 de Novembro de 1744, e era filho de José da Silva Pereira e Avelar, médico pela Universidade de Coimbra. Tendo ficado órfão de pai aos dois anos, foi entregue aos cuidados da avó paterna, por sua mãe ter perdido a razão. Aos 19 anos valeu-se da arte do canto, para conseguir meios de subsistência, arranjando um lugar de capelão na Patriarcal de Lisboa. Aperfeiçoando-se na língua grega e com conhecimentos de Direito Canónico, foi fazer os seus exames à Universidade de Coimbra, não terminando a curso por ter saído a reforma que proibia os exames, sem a respectiva frequência. Por motivos de ordem política, emigrou para França, onde em Paris frequentou assiduamente os Institutos de Ciências Naturais, ao mesmo tempo que conseguia alguns fundos, por trabalhos originais e traduções que vendia. Doutorou-se na Escola de Medicina de Reims, mas dedicou-se exclusivamente à Botânica, depois de verificar que o contacto com doentes, lhe era doloroso e assim não poderia exercer clínica. Regressou a Lisboa em 1790, sendo nomeado Lente de Botânica e Agricultura na Universidade de Coimbra, mercê da reputação que já ganhara. Em 1811 foi nomeado por D. João VI, Director do “Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda”, e em 1820 foi eleito deputado às Cortes Constituintes, pela Província da Estremadura. Foi autor de várias obras sobre Botânica e Agricultura. Faleceu a 4 de Agosto de 1828 no sítio de Arcolena, Belém. No Jardim Botânico da Universidade de Coimbra foi inaugurada a 30 de Março de 1887, uma bela estátua de mármore de Carrara, de autoria do artista Soares dos Reis.

 

 

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