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Para
substituir os selos “Lusíadas” de desagradável aspecto,
pensou-se numa emissão base com desenhos diferentes,
representando monumentos e vultos célebres de a História.
Foram escolhidos os desenhos do Templo de Diana, Infante D.
Henrique, Chefe do Estado, Sé Velha de Coimbra, Pedro Nunes e
Torre dos Clérigos. Mais tarde foi abandonado este projecto,
aproveitando-se no entanto alguns dos desenhos. A efígie do
Chefe do Estado, General Carmona, foi tirada duma fotografia da
época sendo o desenho e gravura de Arnaldo Fragoso.
Tipografados pela Casa da Moeda em folhas de 100 selos de papel
porcelana e papel liso, com denteado 11,5. Foram emitidos
34.930.600 selos de 40 centavos violeta. Retirados de circulação
em 1 de Outubro de 1945.
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ANTÓNIO
OSCAR DE FRAGOSO CARMONA. Nasceu em Lisboa a 24 de Novembro de
1869, era filho do General Inácio Mariz de Morais Carmona, e de
D. Maria Inez Fragoso Carmona. Assentou praça aos 19 anos,
matriculando-se na Escola do Exército. Concluiu brilhantemente o
curso de cavalaria, e sendo promovido a alferes foi prestar serviço
para Chaves, em 1894. Fez parte de várias comissões de estudos,
e ascendendo rapidamente aos postos do exército, foi promovido a
General em 1922. Escolhido para Promotor do Tribunal que julgou os
implicados no morticínio de 19 de Outubro de 1921, evidenciou-se
de forma notável. Pela maneira como desempenhou esta difícil
missão, chamou sobre ele as atenções, sendo convidado para a
Pasta da Guerra, no Governo de Ginestal Machado, até que, com a
queda deste Governo, foi novamente para o seu comando em Évora.
Nomeado para Promotor de Justiça junto do Tribunal Especial,
criado para julgar os chefes do movimento de 18 de Abril de 1925,
tornou-se memorável a sua atitude expressa na frase: “Se estes
oficiais do Exército Português aqui estão, sabendo-os eu
camaradas dos mais ilustres, é porque alguma coisa de grave os
impeliu, como no cumprimento sagrado dum dever e revolta. Se eles
se reuniram no Parque Eduardo VII em 18 de Abril e se juntos,
unidos, aqui se encontram, assumindo a responsabilidade do seu
acto, é porque a Pátria está doente...” Os acusados foram
absolvidos, mas o General tendo desagradado ao Governo, foi
afastado do comando. Após o movimento do 28 de Maio de 1926, foi
convidado para o Governo, tomando conta da Pasta dos Estrangeiros.
Mais tarde, quando do afastamento do General Gomes da Costa,
foi-lhe confiada a Presidência do Ministério e a Pasta da
Guerra, até que em 29 de Novembro de 1926 ficou com os cargos de
Presidente do Ministério e de Chefe do Estado. Em 25 de Março de
1928, quando das eleições presidenciais, foi eleito Chefe
Supremo da Nação, cargo que desempenhou com grande ponderação
e tacto diplomático, não tomando qualquer iniciativa nos negócios
públicos. Faleceu na sua casa de Lisboa, na manhã de 18 de Abril
de 1951.
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