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Foi
esta, a primeira emissão de selos denteados, em Portugal.
Reconhecidas as desvantagens dos selos não denteados, algumas
nações adoptaram um processo de “vincar” as margens dos
selos, que também não provou grande eficiência. Desde 1854
que a Inglaterra denteava os seus selos, utilizando uma máquina
que Henry Archer inventara em 1848. Em 1866 adquiriu a Casa da
Moeda, uma destas máquinas, que a partir de Fevereiro de 1867,
passou a ser utilizada no denteado (12,5), dos selos então em
circulação (D. Luiz I emissão de 1866/67), dando assim origem
a uma nova série. Utilizaram-se cinco cunhos para a emissão de
12.933.200 do 5 reis preto, um cunho para a emissão de
1.010.800 do 10 reis amarelo laranja, um cunho para a emissão
de 457.800 do 20 reis bistre, catorze cunhos para 27.785.800 do
25 reis carmim, um cunho para a emissão de 322.000 do 50 reis
verde, um cunho para a emissão de 401.800 do 80 reis laranja
vermelho, dois cunhos para a emissão de 428.400 do 100 reis lilás
malva, um cunho para a emissão de 854.000 do 120 reis azul, e
um cunho para a emissão de 175.000 do 240 reis lilás malva
(este selo só foi emitido em 1870 pelo que não fez parte da série
anterior). Foram reimpressos em 1885 com denteados 13,5 e 12,5 e
em 1905 com denteado 13,5.
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