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SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM II

Carlos Kullberg

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Série 047
1931 – Emissão Comemorativa do 5° Centenário da morte de D. Nuno Álvares Pereira

Quando se estudou a anterior emissão antonina, logo se pensou em emitir seguidamente outra série, comemorativa do 5° centenário da morte do Condestável. O desenho e a gravura são de Arnaldo Lourenço Fragoso, inspirado no retrato de Nuno Alvares segundo a “Chronica do Condestabre”, Lisboa 1526, em gravura de madeira de autor desconhecido. A Casa da Moeda fez a impressão tipográfica sobre papel liso, e rugoso, em folhas de 100 selos com denteado 11,5 e pondo a taxa em segunda impressão. Foram emitidos 1.500.000 selos de $15 preto, 1.500.000 selos de $25 verde, 4.000.000 de selos de $40 laranja, 250.000 selos de $75 carmim, 500.000 selos de 1$25 azul e azul claro, e 250.000 selos de 4$50 castanho e verde claro. Circularam de 1 de Novembro a 31 de Dezembro, mantendo-se a sua venda para fins filatélicos, até 29 de Fevereiro de 1932. Voltaram a circular em 1934/1935 até completo esgotamento, tendo sido retirados de circulação em 1 de Outubro de 1945.

 

     

NUNO ALVARES PEREIRA. Nasceu em Sernache do Bomjardim a 24 de Junho de 1360, e era filho do Prior do Crato, D. Frei Álvaro Gonçalves Pereira, e de D. Iria Gonçalves Carvalhal. Com um ano de idade estava sob a protecção de D. Pedro I, e aos 3 anos, a rainha D. Leonor Teles tomou-o para seu escudeiro. Aos 16 anos casou-se com D. Leonor de Alvim, de quem teve dois filhos que morreram no berço, e uma filha, D. Beatriz de cujo parto faleceu sua mãe. Nuno Alvares sempre mostrou grande vocação para a carreira das armas, dando provas da maior valentia. Nomeado governador das armas do Alentejo, venceu os castelhanos na batalha dos Atoleiros em 1384, e conquistou algumas vilas. Nomeado Condestável do reino após a aclamação de D. João I, na qual muito lhe valeu, conquistou muitos castelos e vilas. Em 1385 torna-se o herói da célebre Batalha de Aljubarrota, e mais tarde, entrando por terras de Espanha vence a Batalha de Valverde. Em 1401 casou sua filha D. Beatriz Pereira Alvim com D. Afonso, filho natural do monarca, e que foi o primeiro Duque de Bragança. Em 1415 acompanhou o soberano a Ceuta, sendo esta a sua última campanha. Em 15 de Agosto de 1423, professou na Ordem Portuguesa Carmelita, onde tomou o nome de Frei Nuno de Santa Maria, recolhendo ao Convento do Carmo que havia fundado, por voto em Aljubarrota. Dedicou os últimos anos da sua vida a praticar o bem, tendo falecido a 1 de Novembro de 1431. Foi sepultado no seu Convento em campa rasa, tendo sido mais tarde trasladado para um rico túmulo de mármore, destruído no terramoto de 1755. Os seus restos mortais repousam hoje numa pequena urna de prata que se encontra no Convento do Carmo em Lisboa. Pelas suas sublimes virtudes, foi beatificado no ano de 1928, com o nome de Beato Nuno de Santa Maria

 

 

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