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Em
3 de Junho de 1931 foi publicado um decreto, alterando o de 25
de Novembro de 1929, ao prescrever que os Correios e Telégrafos
poderiam ser autorizados a “fazer emissões extraordinárias
de selos postais comemorativos de vultos ou datas notáveis da
história portuguesa, ou para propaganda do nosso património
artístico, de motivos turísticos, ou de factores económicos”.
Estudou-se logo a comemoração do 7º centenário da
morte de Santo António de Lisboa, em 13 de Junho. Os selos
foram impressos na Casa da Moeda, tipograficamente o de 15
centavos, e litograficamente (off set) os restantes valores. O
papel usado foi o liso, médio ou espesso, em folhas de 100
selos com denteado 11,5. Foram emitidos 5 milhões de selos de
$15 lilás vermelho, 3 milhões de selos de $25 verde, 4 milhões
de selos de $40 bistre, 1 milhão de selos de $75 rosa, 1 milhão
de selos de 1$25 azul cinzento, e 1 milhão de selos de 4$50
violeta. Circularam de 13 a 30 de Junho, e de 5 a 15 de Agosto,
mantendo-se a venda para fins filatélicos, até 31 de Dezembro
de 1931. O selo de $15 foi desenhado e gravado por Arnaldo
Fragoso, e representa o “quarto onde nasceu Santo António, na
sua casa em Lisboa, junto à Igreja de Santo António da Sé”,
segundo uma fotografia do local. O selo de 4$50 foi desenhado
por Júlio Alves e representa o “túmulo das relíquias de
Santo António na Catedral de Pádua”. O selo de $25 foi
desenhado por António Lima e representa a “Pia Baptismal
existente na Sé de Lisboa, e onde foi baptizado Santo António”.
O selo de $40 foi desenhado por Júlio Alves e representa a “Sé
de Lisboa em cuja escola foi estudante o jovem Fernando Martins
de Bulhão”, apresentando-se a Sé antes das obras de
restauro. O selo de $75 foi desenhado por Júlio Alves e
representa a “Imagem de Santo António com o Menino Jesus,
existente na Igreja de Santo António da Sé em Lisboa”. O
selo de 1$25 foi desenhado por Júlio Alves e representa a
“Igreja de Santa Cruz de Coimbra, onde o Santo cursou os
estudos superiores”.
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