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| SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM II |
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Carlos Kullberg |
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Série
036
1926
– 1ª Emissão Comemorativa da Independência de Portugal
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A
Comissão Central 1° de Dezembro de 1640, fundada em 1861 para
defender, propagandear e comemorar a Independência de Portugal
e especialmente a Restauração de 1640, tinha em vista a aquisição
do Palácio dos Condes de Almada, em Lisboa, para ali instalar
um museu da Independência, assim corno preparar para uma
comemoração condigna, o 8° Centenário da Fundação de
Portugal e 3° da Restauração da sua independência. Com o fim
de conseguir fundos para a aquisição do palácio e para a
prevista comemoração, resolveram emitir selos onde se
reproduzissem os vultos mais notáveis da Fundação, Consolidação
e Restauração da Independência, ou de factos mais importantes
da nossa História, em sua defesa. A primeira série deste plano
circulou nos dias 13 a 14 de Agosto (data da Batalha de
Aljubarrota), e 30 de Novembro a 1 de Dezembro (data da Restauração
da Independência), mantendo-se a venda para fins filatélicos,
até 28 de Setembro de 1927. Foram impressos por Thomas de La
Rue &. Cª Ltd. de Londres em folhas de 100 selos
com denteado 14 utilizando papel pontinhado em losangos. Tomaram
por base os valores e cores dos selos “Ceres” em curso,
sendo os motivos centrais impressos a preto e os 21 valores
divididos por seis desenhos:
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D. AFONSO HENRIQUES. “O Conquistador”, fundador da monarquia
portuguesa e um dos vultos mais notáveis da História da Idade
Média, nasceu em Guimarães no ano de 1111 e era filho do Conde
D. Henrique e de D. Teresa. Até aos 12 anos esteve entregue aos
cuidados do seu aio Egas Moniz, e aos 14 anos foi armado
cavaleiro na Catedral de Samora. Ainda novo, insurge-se contra
sua mãe que lhe comprometia o futuro governo do condado,
governo nas mãos de D. Teresa desde a morte de D. Henrique,
vencendo-a em 1128 na batalha de S. Mamede. Em 1139 vence os
mouros na batalha de Ourique, e em 1140 é considerado Rei de
Portugal, sendo em 1143 reconhecido pelo Papa Inocêncio II. A
partir desta data, muito aumenta o território, com uma série
de conquistas aos mouros. Toma Lisboa em 1147, seguindo-se
Sintra, Almada, Palmela, Alenquer, Alcácer do Sal, Évora e
Beja. Em 1149 conquista Santarém continuando a combater até
aos últimos dias da sua vida. Do seu casamento com D. Mafalda
em 1146, nasceram os filhos D. Sancho e D. Urraca. Faleceu com
74 anos, em 6 de Dezembro de 1185, estando sepultado no Convento
de Santa Cruz de Coimbra, que ele fundara. Moldura de autoria do
Major Eduardo Avelino Ramos da Costa, e fotografia da estátua
existente em Guimarães e que é do escultor Soares dos Reis.
Gravura a talhe doce de George Harrison e Norman Broad. Foram
emitidos 191.600 selos de $02 amarelo laranja, 206.800 selos de
$04 verde esmeralda, 161.000 selos de $06 castanho claro, e
146.800 selos de $16 azul ultramarino.
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D. JOÃO I e MOSTEIRO DA BATALHA. Mandou este monarca construir
o sumptuoso mosteiro, em pagamento duma promessa feita à Virgem
Santíssima, momentos antes da Batalha de Aljubarrota. O
Mosteiro de Santa Maria da Vitória começou a ser edificado em
1385 no mesmo ano e local da batalha, sendo seu primeiro
arquitecto Afonso Domingos mesmo depois de cego, seguido após a
sua morte, de outros arquitectos que terminaram a construção
no reinado de D. João III, durando a obra considerada uma das
mais belas da Europa, cerca de 200 anos. Moldura de autoria do
Major Eduardo Avelino Ramos da Costa, fotografia directa do
Mosteiro, e desenho de D. João I por Alfredo Roque Gameiro
segundo o quadro existente à época, na Galeria Imperial de
Viena (hoje no Museu de Arte Antiga em Lisboa). Gravura a talhe
doce de George Harrisan e Norman Broad. Foram emitidos 181.800
selos de $03 azul, 491.800 selos de $05 sépia, 301.800 selos de
$15 verde cinzento, e 126.800 selos de $46 carmim.
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D. FILIPA DE VILHENA ARMANDO SEUS FILHOS. Nasceu em Lisboa e era
filha de D. Jerónimo Coutinho, vice-rei da Índia. Senhora
resoluta e briosa, ao ter conhecimento dos preparativos para a
revolução de 1 de Dezembro de 1640, aconselhou seus filhos, D.
Jerónimo de Ataíde e D. Francisco Coutinho, a que aderissem e
partilhassem os perigos dos heróicos patriotas. Na madrugada de
1 de Dezembro, cingiu ela própria as armas a seus filhos
mandando-os combater pela pátria, dizendo-lhes que só
voltassem a aparecer-lhe honrados e vitoriosos. Faleceu em
Lisboa, a 1 de Abril de 1651. Moldura de autoria do Major
Eduardo Avelino Ramos da Costa e desenho de Alberto de Sousa,
segundo um quadro que desenhou e havia já sido reproduzido na
História de Portugal de Pinheiro Chagas, edição de 1899.
Gravura a talhe doce de George Harrison: e Norman Broad. Foram
emitidos 223.300 selos de $25 vermelho, 663.300 selos de $40
castanho amarelo, 135.800 selos de $50 bistre esverdeado, e
133.800 selos de $75 castanho vermelho.
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D. JOÃO IV. O
Restaurador, nasceu em Vila Viçosa a 19 de Março de 1604 e
faleceu a 6 de Novembro de 1656. Num último esforço para
libertar Portugal do domínio castelhano, raiou o memorável dia
1º de Dezembro de 1640, com a aclamação de D. João IV. O então
Duque de Bragança, que nunca se interessara pelos negócios do
Estado mas unicamente pela música e pela caça, foi informado
da sua aclamação por Pedro de Mendonça, que para isso se
deslocara a Vila Viçosa. D. João chegou a Lisboa no dia 6 de
Dezembro, tendo-se realizado a cerimónia da coroação em 15 do
mesmo mês. Moldura de autoria do Major Eduardo Avelino Ramos da
Costa, e retrato do soberano em gravura da época, publicado no
opúsculo “A Restauração de Portugal” Lisboa 1885. Gravura
a talhe doce de George Harrison e Norman Broad. Foram emitidos
123.800 selos de $64 verde escuro, e 156.800 selos de 1$00
violeta cinzento.
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MONUMENTO DOS RESTAURADORES DE PORTUGAL. Ficou conhecida na História
do país como Guerra da Restauração, a luta que durante 28
anos se sustentou contra a Espanha, para resgatar e assegurar a
Independência de Portugal, libertando o nosso país do jugo de
60 anos que sofreu sob o domínio castelhano. Em comemoração
desta guerra, inaugurou-se solenemente a 28 de Abril de 1886, um
monumento dedicado aos heróicos restauradores, na Avenida da
Liberdade em Lisboa, no local a que se deu o nome de Praça dos
Restauradores. Moldura de autoria do Major Eduardo Avelino Ramos
da Costa, e fotografia directa do monumento. Gravura a talhe
doce de George Harrison e Norman Broad. Foram emitidos 126.800
selos de $96 vermelho, 122.800 selos de 3$00 lilás, e 129.100
selos de 4$50 verde azeitona. Do total de 4.110.600 selos
emitidos, 390.000 selos foram sobretaxados em Novembro de 1926 e
1.608.818 selos foram queimados em 30/IX/1927, 1/X/1927 e
31/X/1927.
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BATALHA DE ALJUBARROTA. Às dez horas da manhã do dia 14 de
Agosto de 1385, encontraram-se frente a frente, os exércitos
português e castelhano, formando em linha de batalha. O exército
português era formado na vanguarda por 1.700 lanças, 800
besteiros e 4.000 infantes sob o comando do Condestável Nuno
Alvares Pereira, e na rectaguarda por 700 lanças e 300 bésteiros
sob o comando de D. João I. O exército castelhano era formado
por 5.000 lanças francesas e doutras nações, 2.000 ginetes,
8.000 bésteiros e 15.000 infantes com apoio de artilharia, sob
o comando do Rei de Castela. Depois de três quartos de hora de
renhido combate, onde de parte a parte se feriram sem dó, a vitória
declarou-se a favor dos portugueses, tendo o Rei de Castela
fugido. Ficou esta grande batalha, memorável pelo grande feito
das forças portuguesas em desvantagem de homens e armamento. Em
comemoração da Batalha de Aljubarrota, edificou D. João I o
Convento de Santa Maria da Vitória na Batalha, e D. Nuno
Alvares Pereira o Convento do Carmo em Lisboa. Moldura de
autoria do Major Eduardo Avelino Ramos da Costa, e desenho de
Alfredo Roque Gameiro, que havia sido publicado pela primeira
vez na História de Portugal de Pinheiro Chagas na edição de
1899. Gravura a talhe doce de George Harrison e Norman Broad.
Foram emitidos 196.800 selos de 20 violeta, 143.800 selos de $32
verde escuro, 141.800 selos de 1$60 verde azul, e 114.100 selos
de 10$00 carmim.
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