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SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM II

Carlos Kullberg

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Série 027
1912 – Tipo “Ceres”

Foi aberto concurso público para o desenho do novo selo, em Fevereiro de 1911, tendo concorrido diversos artistas nacionais. O desenho classificado em primeiro lugar é de autoria de Constantino de Sobral Fernandes (divisa “Pátria” “Ceres”). Era realmente belo o desenho apresentado, mas não era fácil fazer a sua gravura, e assim, o gravador José Sérgio de Carvalho e Silva, não conseguiu, apesar de sua longa prática, uma gravura capaz de apresentar um dos mais belos selos portugueses. Ao contrário do que normalmente acontecera, a gravura era bastante inferior ao desenho. São estes os primeiros selos emitidos com a taxa representada na nova moeda, que havia sido determinada por decreto de 11 de Maio de 1911 “a unidade monetária passará a ser o escudo de ouro que conterá o mesmo peso de ouro fino que a actual moeda de mil reis em ouro”. Foram impressos tipograficamente em folhas de 100 selos com denteado 15x14, utilizando papel porcelana, papel esmalte papel pontinhado em losangos, papel liso, papel acetinado e papel cartolina, com espessuras várias. Foram emitidos com taxa em centavos, 115.280.000 selos de 1/4 sépia, 163.760.000 selos de 1/2 preto, 66.800.000 selos de 1 verde escuro, 2.400.000 selos de 1-1/2 castanho, 12.800.000 selos de 2 carmim, 212.200.000 selos de 2-1/2 violeta, 20.200.000 selos de 5 azul, 2.320.000 selos de 7-1/2 bistre 1.740.000 selos de 8 ardósia, 152.840.000 selos de 10 tijolo, 2.700.000 selos de 15 lilás vermelho, 2.200.000 selos de 20 castanho s/ verde, 200.000 selos de 30 castanho s/ rosa, 835.000 selos de 50 laranja s/ salmão, e 300.000 selos de 1 Escudo verde escuro s/ azul.

       

       

       

CERES. Deusa da Mitologia Romana, pertence ao antigo culto grego celebrado em Roma. Homero e Hesíodo consideram Ceres irmã de Júpiter, e filha de Saturno e Vesta. Um dos aspectos do caracter desta Deusa é o de “Terra Mãe” que concede aos homens os frutos do solo, e principalmente o trigo. Outro é o da “Terra”, que nas suas entranhas fecunda a vida dos vegetais, e por onde se estende o mundo da morte. Ceres é a divindade que preside aos trabalhos do campo, ou mais propriamente à Agricultura. O seu culto na Lusitânia é atestado por uma estátua de mármore encontrada em Mérida, e por um tronco feminino procedente de Arraiolos e que se encontra no Museu Machado de Castro em Coimbra.

 

 

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