|
Foi
aberto concurso público para o desenho do novo selo, em
Fevereiro de 1911, tendo concorrido diversos artistas nacionais.
O desenho classificado em primeiro lugar é de autoria de
Constantino de Sobral Fernandes (divisa “Pátria”
“Ceres”). Era realmente belo o desenho apresentado, mas não
era fácil fazer a sua gravura, e assim, o gravador José Sérgio
de Carvalho e Silva, não conseguiu, apesar de sua longa prática,
uma gravura capaz de apresentar um dos mais belos selos
portugueses. Ao contrário do que normalmente acontecera, a
gravura era bastante inferior ao desenho. São estes os
primeiros selos emitidos com a taxa representada na nova moeda,
que havia sido determinada por decreto de 11 de Maio de 1911
“a unidade monetária passará a ser o escudo de ouro que
conterá o mesmo peso de ouro fino que a actual moeda de mil
reis em ouro”. Foram impressos tipograficamente em folhas de
100 selos com denteado 15x14, utilizando papel porcelana, papel
esmalte papel pontinhado em losangos, papel liso, papel
acetinado e papel cartolina, com espessuras várias. Foram
emitidos com taxa em centavos, 115.280.000 selos de 1/4 sépia,
163.760.000 selos de 1/2 preto, 66.800.000 selos de 1 verde
escuro, 2.400.000 selos de 1-1/2 castanho, 12.800.000 selos de 2
carmim, 212.200.000 selos de 2-1/2 violeta, 20.200.000 selos de
5 azul, 2.320.000 selos de 7-1/2 bistre 1.740.000 selos de 8 ardósia,
152.840.000 selos de 10 tijolo, 2.700.000 selos de 15 lilás
vermelho, 2.200.000 selos de 20 castanho s/ verde, 200.000 selos
de 30 castanho s/ rosa, 835.000 selos de 50 laranja s/ salmão,
e 300.000 selos de 1 Escudo verde escuro s/ azul.
|
|
CERES.
Deusa da Mitologia Romana, pertence ao antigo culto grego
celebrado em Roma. Homero e Hesíodo consideram Ceres irmã de Júpiter,
e filha de Saturno e Vesta. Um dos aspectos do caracter desta
Deusa é o de “Terra Mãe” que concede aos homens os frutos
do solo, e principalmente o trigo. Outro é o da “Terra”,
que nas suas entranhas fecunda a vida dos vegetais, e por onde
se estende o mundo da morte. Ceres é a divindade que preside
aos trabalhos do campo, ou mais propriamente à Agricultura. O
seu culto na Lusitânia é atestado por uma estátua de mármore
encontrada em Mérida, e por um tronco feminino procedente de
Arraiolos e que se encontra no Museu Machado de Castro em
Coimbra.
|