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SELOS DE PORTUGAL - ÁLBUM I

Carlos Kullberg

 

Introdução

Álbum "Enciclopédico e Histórico" de Selos de Portugal

A Federação Internacional de Filatelia (FIP) determina regras para a apresentação dos diversos tipos de colecções de selos postais, para que as mesmas possam integrar exposições sob o seu patrocínio.

Se é certo que as regras impostas fazem com que as colecções se apresentem nos mesmos parâmetros facilitando a sua apreciação e no caso das exposições competitivas a sua classificação, é também certo que muitas vezes elas não são montadas a nosso gosto e imaginação.

O principal objectivo do meu empenho pelo coleccionismo de selos não é, de forma alguma, a competição mas sim o prazer e a voluntariedade pela pesquisa e estudo, ao longo dos anos.

Ao folhear os meus álbuns sempre encontrei particularidades fornecidas por esta ou aquela peça e ao admirar cada um dos selos avaliando o interesse filatélico dos mesmos e o pormenor das suas imagens, informações que reportei de grande interesse, pensei na possibilidade de conseguir um álbum com os necessários textos filatélicos explicativos (desenhador, gravador, fonte de inspiração, impressão e impressores, quantidades, taxas, cores, papeis, denteados) e textos didácticos (biografias, histórias, descrições, factos) respeitantes a cada selo ou emissão, nascendo assim a ideia do "Álbum Enciclopédico e Histórico", que melhor me faz conhecer os selos apresentados e compreender as suas gravuras.

Iniciei o trabalho na década de sessenta e passados anos fiquei satisfeito não só por ter conseguido o meu objectivo, como ainda por verificar que até então nunca alguém, julgo, tenha feito um álbum com estas características.

Para exemplos de curiosidades vividas, no trabalho "Histórico" recordo as dificuldades surgidas com a figura de "Joana de Gouveia" (Primeira Emissão Comemorativa da Independência de Portugal – 1926) , imagem que me fez lembrar a "Padeira de Aljubarrota" mas cujo nome não consegui encontrar em qualquer das diversas Enciclopédias e Histórias de Portugal consultadas ! A "Sociedade Histórica da Independência de Portugal", promotora das séries "Independência – 1926/27/28" igualmente ignorava a origem do nome e os Correios de Portugal, por intermédio do seu Consultor Artístico, endereçaram o meu pedido de esclarecimento a um Senhor Padre que, esse sim, simpaticamente fez um pouco de luz sobre a personagem; no trabalho "Filatélico" foi interessante conseguir a descrição da gravura apresentada na série comemorativa do "Ano Mundial do Refugiado – 1960", selos conhecidos pelos "selos da forca" mas cuja gravura, realmente muito semelhante a uma forca, representa "uma porta com o símbolo das Nações Unidas (árvore arrancada da terra), abrindo-se para a PAZ"...

Muitas outras curiosas dificuldades surgiram, mas sempre as mesmas foram pacientemente ultrapassadas.

Quando se trabalha por prazer o trabalho não cansa e quando se admite termos feito algo que julgamos de valor, sentimo-nos recompensados.

 

Sintra, Abril de 2003

Carlos Kullberg

  

 

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